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Writer's pictureInstituto Nacional de Epidemiologia e Estatística

Chagas' Disease: The Most Neglected of Neglected Tropical Diseases.


The fate of an estimated 30% of Chagas patients is that the disease progresses to debilitating heart failure. Most don’t even know they have the disease until it’s too late for existing treatments to be effective.


While devastating, “it’s not uncommon,” says Gilman, MD, a professor in International Health at the Bloomberg School and of medicine at the Johns Hopkins School of Medicine who has studied Chagas for 15 years.


Yet global Chagas surveillance is patchy at best, meaning a similar fate awaits thousands of children infected every year in utero or while growing up in the poor, rural areas where the vector thrives.


While most Chagas patients are infected as children, the disease’s most devastating effects manifest in middle-aged or older individuals whose illness has become chronic.


An estimated 6–7 million people worldwide are infected with T. cruzi. About 10,000 deaths every year result from Chagas—the bulk of them are in poor communities of Central and South America.


Chronic underfunding for research has hobbled efforts to improve surveillance and vector control and to update archaic diagnostics and treatment. An estimated 90% of global Chagas cases go undetected—and Gilman suspects the real figure is considerably higher.


From 2009 to 2018, Chagas disease research received a global grand total of $236.31 million in funding—representing just 0.67% of the total applied for all neglected diseases during that period.


And there’s little interest from Big Pharma. One study stated frankly that the pharmaceutical sector “does not have any serious interest in financing specific research against Chagas disease.”


And while it was certainly overshadowed by the pandemic, one step toward raising Chagas’ profile was WHO’s establishment of World Chagas Day in 2019, which came with a call for stepped-up government investment in surveillance, treatment, and breaking chains of transmission.


The theme for 2022: Finding and reporting every case.



A doença / Agentes causadores:


Descrita em 1909 por Carlos Chagas, que foi pesquisador e diretor do Instituto Oswaldo Cruz (que deu origem à atual Fiocruz), a doença de Chagas também é conhecida como tripanossomíase por Trypanosoma cruzi ou tripanossomíase americana (terminologia adotada pela Nomenclatura Internacional de Doenças, a NID). Diz-se tripanossomíase qualquer enfermidade causada por protozoários do gênero Trypanosoma, que parasitam o sangue e os tecidos de pessoas e animais. O Trypanosoma geralmente é transmitido de um hospedeiro a outro por insetos – no caso humano, o principal vetor é um percevejo popularmente conhecido como barbeiro ou chupão (insetos das espécies Triatoma infestans, Rhodnius prolixus e Panstrongylus megistus, dentre mais de 300 espécies que podem transmitir o Trypanosoma cruzi).


O Trypanosoma cruzi é transmitido no ato de alimentação do vetor (transmissão vetorial clássica). Assim que o barbeiro termina de se alimentar, ele defeca, eliminando os protozoários e colocando-os em contato com a ferida e a pele da vítima. A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou durante a gravidez, da mãe contaminada para o filho. Outro modo de transmissão é pela ingestão de alimentos contaminados com vetores triturados ou com seus dejetos. Em ambientes desmatados ou alterados também pode haver transmissão vetorial. Estima-se que existam aproximadamente 12 milhões de portadores da doença crônica nas Américas, cerca de 2 a 3 milhões no Brasil.


A doença é diagnosticada por exame de sangue. Ainda não existe vacina contra a doença de Chagas e a melhor maneira de enfrentá-la é com prevenção e controle, combatendo sistematicamente os vetores, mediante o emprego de inseticidas eficazes, construção ou melhoria das habitações de maneira a torná-las inadequadas à proliferação dos vetores, eliminação dos animais domésticos infectados, uso de cortinados nas casas infestadas pelos vetores, controle e descarte do sangue contaminado pelo parasita e seus derivados.



A doença de Chagas é endêmica em 21 países do continente americano e estima-se que mais de 90% dos infectados desconhecem esta situação por falta de oportunidade de diagnóstico, com apenas cerca de 38.500 novos casos relatados por ano. Devido à globalização, passou a ser uma doença presente na Europa e na Ásia:


No Brasil, estima-se que existam hoje de 1 e 4,6 milhões de pessoas afetadas pela doença. Trata-se de gerações de pessoas vivendo com Chagas, a maioria na invisibilidade por não ter sido sequer diagnosticada e, portanto, alheia às possibilidades de tratamentos existentes.


Em 2020, em apenas cinco meses, o Brasil registrou 1.746 mortes por doença de Chagas como causa básica. No entanto, pela falta de conhecimento da doença e, consequentemente pouco diagnóstico e notificação, é possível que exista um grande número de casos sem registro, principalmente durante o período de pandemia da COVID-19.


Definição:

A doença de Chagas (DC), também conhecida como Tripanossomíase Americana, é uma doença parasitaria negligenciada, que apesar de não ser tão conhecida como a malária e a cólera, afeta de seis a sete milhões de pessoas em 44 países no mundo. Na América Latina, a doença de Chagas é endêmica em 21 países, onde 75 milhões de pessoas estão sob risco de infecção e 14 mil podem morrer por ano.


Para romper com o ciclo de negligência que envolve a doença de Chagas, é fundamental educar as pessoas sobre os fatores de risco de infecção, contar com protocolos de manejo clínico atualizados, profissionais de saúde treinados e a disponibilidade de insumos para a oferta de diagnóstico e tratamento para responder a este problema de saúde pública que representa um grande impacto socioeconômico nos países da América Latina.


Os avanços do conhecimento sobre a doença de Chagas nas últimas décadas contribuíram para o consenso entre especialistas sobre a necessidade de diagnosticar e tratar os infectados pelo Trypanosoma cruzi em todas as fases (aguda e crônica) na atenção primária de saúde. Este fato foi corroborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010 com a publicação da resolução Chagas da Assembleia Mundial de Saúde (WHA 63.20), que marca o compromisso dos Estados-membros em oferecer diagnóstico e tratamento específico para os infectados na atenção primária de saúde.


Os milhões de pessoas infectadas e negligenciadas no mundo exigem que os conhecimentos atuais sobre a doença sejam traduzidos em políticas públicas efetivas e inclusivas como resposta a esse problema secular.


Causa:

A Doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que parasita o sangue e os tecidos de pessoas e animais.






Transmissão:

O Trypanosoma cruzi é transmitido pelo contato com as fezes dos insetos vetores, conhecidos popularmente no Brasil como “barbeiros” (insetos das espécies Triatoma infestans, Rhodnius prolixus e Panstrongylus megistus, dentre mais de 300 espécies que podem transmitir o Trypanosoma cruzi). Também existem outras formas de transmissão, como a transmissão oral, pela ingestão de alimentos contaminados com os parasitas; a transmissão de mãe para filho ou forma congênita; por transfusões de sangue e transplante de órgãos; e por acidentes de laboratório.



Source: (https://www.faperj.br/?id=82.7.5. A imagem reproduz o ciclo de vida do barbeiro, cujas fezes transmitem o protozoário parasita Trypanosoma cruzi (Ilustração: Fiocruz)


Ciclo de vida do Trypanosoma:

  1. Durante uma refeição de sangue, um inseto vetor Triatominae infectado (ou barbeiro) libera tripomastigotas em suas fezes, perto do local da ferida da mordida.

  2. Tripomastigotas entram no hospedeiro através da ferida ou através das membranas mucosas intactas (p. ex., conjuntiva). Dentro do hospedeiro, os tripomastigotas invadem as células próximas ao local da inoculação, onde se diferenciam em amastigotas intracelulares.

  3. As amastigotas se multiplicam por fissão binária.

  4. Eles se diferenciam em tripomastigotas, em seguida, eclodem para fora da célula e entram na corrente sanguínea. Tripomastigotas na corrente sanguínea podem infectar células em vários tecidos; lá, transformam-se em amastigotas intracelulares e causam infecção sintomática. Na corrente sanguínea, tripomastigotas, ao contrário de tripanossomas africanos, não se multiplicam. A multiplicação só recomeça quando os parasitas entram em outra célula ou são ingeridos por outro vetor.

  5. O barbeiro torna-se infectado alimentando-se de sangue humano ou animal que contenha parasitas circulantes.

  6. Os tripomastigotas ingeridos se transformam em epimastigotas no intestino médio do vetor.

  7. Os parasitas se multiplicam no intestino médio.

  8. No intestino grosso, eles se diferenciam em tripomastigotas metacíclicos infectantes, que são excretados nas fezes.


Imagem de Centers for Disease Control and Prevention Image Library.


Sintomas:

Os sintomas são variados dependendo das duas fases da doença: na fase aguda (que começa logo nos primeiros três meses após a infecção) a maioria dos casos não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico oportuno e o tratamento precoce. Na fase crônica podem se manifestar complicações cardíacas ou digestivas que surgem depois de muitos anos, afetando o coração, causando arritmias e outros transtornos, além de afetar o sistema digestivo, causando dilatação do esôfago (que se manifesta com dificuldades para deglutir os alimentos) e do cólon (que se manifesta por constipação). Outros sintomas na fase crônica podem incluir: desmaios, palpitações, dores no peito, inchaço dos membros inferiores e dores abdominais.



References:


Cerca de 70% de contaminados pela doença de Chagas na América Latina não têm diagnóstico.


Controle dos vetores da Doença de Chagas:


Doença de Chagas:


Doença de Chagas:


Doença de Chagas:


American Trypanosomiasis:


Doença de Chagas no Brasil:

Cad. Saúde Pública 16 (suppl 2) • 2000 • https://doi.org/10.1590/S0102-311X2000000800002


Doença de Chagas:


Funding for Chagas Disease: A 10-Year (2009–2018) Survey:

Sangenito LS, Branquinha MH, Santos ALS. Funding for Chagas Disease: A 10-Year (2009-2018) Survey. Trop Med Infect Dis. 2020 Jun 1;5(2):88. doi: 10.3390/tropicalmed5020088. PMID: 32492834; PMCID: PMC7345784.


Biografia de Carlos Chagas:


Biografia de Oswaldo Cruz:

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